Theatro Municipal restaurado deve reabrir em junho

por Morris Kachani
Agora é oficial. Depois de sucessivos adiamentos, o Theatro Municipal será reaberto no mês de junho.

As autoridades respiram aliviadas, pois o grande temor era de que não conseguissem abrir suas portas antes da data de seu centenário, em setembro.

Foram quase três anos de obras e um investimento de R$ 26,2 milhões. Praticamente um terço da verba foi consumida com restauros, como pisos, poltronas, vitrais e fachada (veja abaixo).

O restante foi gasto com equipamentos importados e modernização técnica da área do palco. Os novos mecanismos possibilitam a utilização de cenários mais pesados e a troca deles mais rápida do que anteriormente.

O grande desafio agora cabe à direção artística, atualmente com o maestro Abel Rocha à frente, de montar uma programação à altura.

Nos últimos três anos, esse posto trocou de mãos três vezes, o que gerou instabilidade e falta de planejamento.

A programação de 2012, por exemplo, que normalmente é decidida com dois anos de antecedência, ainda está indefinida.

Para este ano, por enquanto, estão confirmadas apresentações do balé Kirov, da Rússia, e uma ópera encenada pelo diretor Felipe Hirsch.

“O Municipal restaurado representa um novo marco para o centro da cidade”, comemora o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil. “Estávamos defasados tecnicamente, em condições muito inferiores ao teatro Alfa, por exemplo. Esta é uma reforma mais cuidadosa que as anteriores”, compara.

Ele atribui o atraso nas obras a duas licitações de equipamentos para o palco que não foram aceitas e que comprometeram o cronograma. Mas a entrega do teatro não significa que os problemas acabaram.

O espaço foi concebido como uma casa de espetáculos. Não tem infraestrutura de apoio para todos os corpos artísticos que acumulou ao longo destes cem anos –são duas orquestras, dois coros, duas escolas e um quarteto, além do balé municipal.

Calil espera resolver o problema com a construção de um anexo que abrigará os corpos artísticos e salas de ensaio, a chamada Praça das Artes. Orçada em R$ 120 milhões, a obra está em andamento, com previsão de entrega no ano que vem.

Há, no entanto, um outro gargalo que escapa do alcance do secretário. É a questão do acesso do público. Não há estacionamentos projetados nas obras. E as vagas na região são escassas.

Outro cavalo de batalha é a transformação do Theatro Municipal em fundação. Uma mudança de estatuto que livraria a administração dos grilhões burocráticos de uma gestão pública soterrada por camadas de leis.

“A situação administrativa do Municipal é mais complexa do que na TV Cultura”, comenta. Segundo Calil, a lei já foi aprovada e deve ser sancionada pelo prefeito até o final deste mês.

Veja como deve ficar o Theatro Municipal:

Fonte: Folha de S. Paulo

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