Tela de cinema vira palco de dança em ‘Pina 3D’, de Wim Wenders

Com a ajuda da nova tecnologia 3D, o cineasta Wim Wenders transformou a tela de cinema em algo bem próximo de um palco de teatro em seu novo documentário, “Pina 3D”, que está sendo apresentado para compradores do Festival de Cannes durante esta semana, mas chega ao Brasil só em 30 de setembro.

O filme, primeiro do diretor em 3D, recria a partir de vários ângulos – incluindo o da visão geral da plateia – partes de espetáculos da famosa bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch, morta no ano passado. Os passos são executados por dançarinos que trabalharam durante décadas com Pina e que também fornecem depoimentos emocionados sobre a tutora. (Pina, em si, aparece pouco, apenas em algumas gravações de arquivo que, obviamente, não contam com efeitos em 3D).

Em vez de lançar mão de efeitos especiais e artifícios que já estão virando clichê em filmes 3D, como os de objetos que são jogados para fora ou dentro da tela, Wenders aproveita o aumento da profundidade de campo permitido pela nova tecnologia para acentuar a ilusão de colocar o espectador em cima do palco, muitas vezes entre os bailarinos.

Em um dos poucos “truques” de montagem do filme, o diretor constrói uma maquete do cenário do espetáculo “Café Müller” para conseguir alternar tomadas em miniatura e outras em tamanho real dos dançarinos.

Imagem de 'Pina 3D', de Wim Wenders (Foto: Divulgação)

Outra das liberdades artísticas de Wenders foi criar um número especial com um dos bailarinos de Pina ao som de “Leãozinho”, de Caetano Veloso, de quem o cineasta alemão já se declarou fã.

Mas talvez um dos aspectos mais curiosos do documentário é que, além dos ambientes fechados, Wenders também leva sua câmera para cenários externos, como estações de trem e parques, e comprova que gravar com a nova tecnologia não depende necessariamente de condições de estúdio rigidamente controladas.

Mais que um bom filme para quem gosta de dança e teatro, “Pina 3D” é um passo importante para mostrar que o novo recurso também pode atender bem aos diretores dos chamados filmes de arte.

Fonte: G1

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