Cinemas populares são sucesso de bilheteria no Rio de Janeiro

por Roberta Pennafort

RIO – Caixa de supermercado, Graciane Gomes, de 22 anos, moradora do Complexo do Alemão, estava habituada a ir ao cinema umas poucas vezes ao ano. Desde a inauguração do Cinecarioca Nova Brasília, ao qual chega a pé, no entanto, emenda até três sessões seguidas, cada uma a acessíveis R$ 4. A pipoca e o refrigerante juntos somam R$ 5.

“Virou um programa de todo dia. A entrada custa o mesmo que o preço de ida e volta da Kombi até o shopping”, calculava Graciane no último dia 4, uma quarta-feira, ao lado de dois colegas de trabalho que levara para assistir a Thor, em 3D. Nos cinemas mais próximos, no NorteShopping e no Nova América, os preços seriam R$ 10 e R$ 18.

Fazer da ida ao cinema algo costumeiro para as classes C, D e E (com renda entre dois e dez salários mínimos) é o objetivo dessas iniciativas. Além do Alemão, que ganhou sua sala no Natal passado, na esteira da ocupação militar pós-guerra do tráfico, outros bairros do subúrbio vêm sendo contemplados: Bangu, Sulacap e, em abril, Irajá.

Os dois últimos contaram com incentivo do programa Cinema Perto de Você, da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que completa um ano em junho, com média de abertura de uma sala por mês. O dinheiro vem em linhas de crédito abertas pelo BNDES (R$ 200 milhões) e o Fundo Setorial do Audiovisual (R$ 300 milhões) e se soma a investimentos privados.

Cinquenta projetos estão em análise no banco. Quanto mais pobre e menos escolarizado o público-alvo – e mais longe a sala mais próxima -, maior é a chance de aprovação. Até 2014, a Ancine quer incentivar a abertura de 600 novas salas – em bairros de classe baixa e cidades de até 100 mil habitantes sem cinema.

“Os empresários veem que vale a pena investir, mesmo que o retorno leve mais tempo, sete ou oito anos, por causa do ingresso barato”, diz o presidente da agência, Manoel Rangel. Se o preço é baixo, o povo corre ao cinema. A taxa de ocupação do Alemão é prova: em abril, 51%, quase o dobro da do Estado do Rio.

“Na sexta-feira, todas as entradas de domingo já estão vendidas”, conta o gerente, Wellington Cardoso, sobre o tapete vermelho mantido desde a inauguração. Ele garante que vem gente até de Copacabana e já há demanda por venda de ingresso pela internet. A venda de DVDs piratas nas banquinhas próximas diminuiu, a autoestima aumentou. Mc Donald”s e Casa do Pão de Queijo disputam pontos de venda. Há previsão de abertura de novas salas em outras favelas, como a Vila Cruzeiro.

Em Sulacap, o Cine 10, aberto em setembro, acabou com uma distância de mais de dez quilômetros do cinema mais próximo. É integrado a um Carrefour. Os custos são um pouco mais baixos por conta da parceria, mas, à exceção de possíveis diferenças na decoração, o investimento para a instalação desse cinema popular (projetor, tela, assentos, bonbonnière) é o mesmo do gasto nas áreas nobres.

“Levamos um cinema de zona sul a qualquer lugar. As salas são stadium, pode sentar um cara de 1,90 metro na sua frente, não tem problema. E a poltrona é de couro”, diz Marcos Barros, diretor da Cinesystem, que abriu o multiplex de Irajá, primeiro do Rio 100% digital, e também tem salas em paragens mais favorecidas.

Legenda. As salas em áreas mais populares têm os mesmos campeões de bilheteria das de bairros nobres: em 2010, Tropa de Elite 2 foi sucesso absoluto. Neste ano, Rio e Thor estão na ponta. Mas há diferenças: no Cinesystem Bangu Shopping, por exemplo, o público só quer saber dos filmes dublados, os mesmos que nos cinemas da zona sul são defenestrados. A proporção é de três filmes dublados para um legendado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Orquestra Sinfônica Brasileira seleciona músicos no exterior

A partir de hoje, 251 músicos concorrerão a uma das 33 vagas abertas na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) após a crise que levou à demissão de instrumentistas que se recusaram a participar das avaliações propostas pela direção da orquestra.

As audições para contratação começam hoje em Londres e prosseguem em Nova York e no Rio de Janeiro.

Os músicos serão julgados pelo maestro Roberto Minczuk, pivô da crise com os demitidos, e por comissão cujos nomes não foram divulgados pela Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb).

As audições foram marcadas de acordo com o instrumento escolhido pelo candidato. Em Londres, elas acontecem entre hoje e quarta-feira. Em Nova York, as audições começam na sexta, 20, e se estendem até segunda-feira, 23.

A última etapa é no Rio, entre os dias 25 e 28.

De acordo com o edital da Fosb, há dez vagas disponíveis para violinistas –uma delas de spalla, o primeiro violinista de uma orquestra.

Há ainda vagas para aqueles instrumentistas que tocam viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa, trompete, trombone e piano. Os novos contratados receberão salários que variam entre R$ 9,4 mil e 11 mil.

A crise na OSB começou no início do ano, quando parte dos músicos se recusou a participar das avaliações convocadas pela direção. Trinta e três deles foram demitidos por justa causa pela instituição.

As duas partes tentaram fazer um acordo, mas os músicos exigiam o afastamento do maestro Roberto Minczuk, pedido que não foi não aceito pelo conselho curador da orquestra.

A instituição apresentou uma proposta que previa a conversão das demissões em suspensões por dois dias, desde que os músicos retornassem imediatamente às suas funções.

A proposta não foi aceita, e a Fosb considerou encerradas as negociações.

Fonte: Folha de S. Paulo

Palestra explica financiamentos culturais da União Europeia

No próximo dia 17/5, a FGV promove a palestra “Mecanismos de Financiamento para Negócios Criativos”, com Jorge Cerveira Pinto, da Agência Inova, de Portugal.

A União Europeia é um dos principais atores mundiais no apoio ao desenvolvimento do setor cultural, artístico e criativo.

Esses apoios normalmente acontecem por meio de licitações, com procedimentos bem definidos e tendo como base a formação de parcerias e consórcios envolvendo instituições de diversos países. O domínio desses mecanismos e procedimentos é, portanto, fundamental para ter sucesso na obtenção de financiamentos.

Os objetivos da palestra são: dotas os participantes com uma visão genérica sobre o funcionamento da União Europeia; apresentar a dimensão cultural e artística na UE; apresentar as formas e mecanismos de participação e financiamento de projetos culturais, artísticos e criativos para países emergentes.

A palestra acontece às 11h, na FGV-EAESP (Rua Itapeva, 432).

Fonte: Cultura e Mercado

Inscrições abertas para curso gratuito sobre Hitchcock

Começou no domingo (15/5) período de inscrição para o curso gratuito sobre o cineasta Alfred Hitchcock promovido pelo CCBB-SP. As aulas são divididas em seis módulos que vão de 15 de junho a 24 de julho. Interessados devem preencher o formulário do site www.mostrahitchcock.com.br -as vagas serão designadas por ordem de recebimento do formulário.

O curso será ministrado no auditório do CCBB (r. Álvares Penteado, 112; tel. 0/xx/11/ 3113-3651) pelos críticos de cinema Cesar Zamberlan, Cássio Starling Carlos, Juliano Tosi, Francis Vogner dos Reis e Sérgio Alpendre. Paralelamente, será exibida uma mostra com todos os filmes do cineasta.

Fonte: Folha de S. Paulo

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