Banda Mr. Big vem ao Brasil para dois shows em julho

A banda de hard rock norte-americana Mr. Big vem ao Brasil pela segunda vez em sua carreira neste ano. A informação foi confirmada pela tour manager do quarteto no Brasil, que garantiu o acerto.

As apresentações ocorrem nos dias 9 e 10 de julho, respectivamente, no HSBC Brasil, em São Paulo, e no Bar Opinião, em Porto Alegre.

O grupo virá ao País com sua formação original – composta pelo vocalista Eric Martin, pelo guitarrista Paul Gilbert, pelo baixista Billy Sheehan e pelo baterista Pat Torpey – para divulgar seu último trabalho, What if…, lançado no ano passado, quando retornou à ativa.

Informações sobre ingressos serão divulgadas em breve.

Fonte: Terra

Memória é tema da Semana de Museus no Inhotim – MG

Entre os dias 17 e 22 de maio o Instituto Inhotim vai oferecer uma programação diferenciada em comemoração à 9ª Semana Nacional de Museus. Este ano, o tema do evento será Museu e Memória. Em Brumadinho, as atividades acontecem no Instituto Inhotim, e também na Praça da Rodoviária, no centro da cidade. As ações foram preparadas pelas equipes de Arte e Educação, Educação Ambiental e Inclusão e Cidadania.

Entre as atividades previstas para acontecer destacam-se o Ciclo de Debates no Teatro Inhotim, a exibição de vídeos com depoimentos de moradores da cidade e a exposição de espécies relevantes do acervo botânico, que reunidas revelam a evolução e riqueza botânica da coleção. Além destas ações, o público poderá participar de oficinas, visitas Temática Ambiental, Panorâmica e Temática Artística. No dia 22, haverá apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

A Semana Nacional de Museus foi criada em 2003 e, desde então, já conta com mais de nove mil eventos em todo o país. O evento tem se tornado um efetivo instrumento de divulgação dos museus ao convidar todos os brasileiros a refletir, discutir e compartilhar experiências sobre temas da contemporaneidade.

No teatro Inhotim e área do Café serão discutidas as ações desenvolvidas pelas áreas de Arte e Educação, Inclusão e Cidadania e Educação Ambiental, com base nos temas Museu e Memória, Sociedade e Memória, Arte e Memória e Ambiente e Memória. As inscrições para o Ciclo de Debates podem ser feitas pelo telefone (31) 3223.8224. O valor da entrada no Inhotim custa R$20,00 e todas as atividades da programação serão gratuitas. Aqueles que se inscreverem para o Ciclo de Debates será garantida entrada gratuita.

Confira abaixo a programação da Semana dos Museus no Inhotim:

Ciclo de debates no Teatro Inhotim e área do café, às 14h:

17/05, terça-feira
Tema: Museu e Memória

18/05, quarta-feira
Tema: Sociedade e Memória

19/05, sexta-feira
Tema: Ambiente e Memória

Palestra: “Herbários no Brasil e no mundo: documentando nossa diversidade vegetal”, proferida pelo Dr. Pedro Viana, curador residente do Jardim Botânico Inhotim.

20/05, quinta-feira
Tema: Arte e Memória

Memória em Cena

Em três espaços expositivos no Tamboril, o público será convidado aà reflexão, debate e à construção da memória em um ambiente rico em documentos, imagens, vídeos, textos e objetos que revelam parte da memória do Inhotim e da comunidade de Brumadinho, bem como sua construção e evolução.

Ambiente 1: Fragmentos de Memórias – Inclusão e Cidadania
Na sala Macaúbas haverá exibição de vídeos com relatos de memória dos moradores de Brumadinho.

Ambiente 2: Memórias de um acervo botânico – Educação Ambiental
O público irá conferir a exposição de exsicatas (plantas desidratadas, prensadas em cartolina e organizadas e guardadas em um herbário), fotos do jardim ilustrando a construção e manutenção paisagística do Inhotim, exposição de espécies botânicas do acervo do Jardim Botânico Inhotim e projeção de vídeos sobre a confecção de exsicatas, programas socioambientais do Núcleo de Educação Ambiental Inhotim e herbários do Brasil e do mundo.

Ambiente 3: Arte e Educação: Alimento e Memória
Na sala Tamboril, será montada uma mesa de banquete onde estarão em exposição no lugar dos utensílios, todos os produtos produzidos pela equipe de Arte e Educação ao longo dos anos.

Oficinas de exsicatas
Promovida pela equipe de Educação Ambiental a oficina vai permitir que o participante conheça um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido nos herbários e a importância científica e pedagógica desses espaços. O grupo também colocará a mão na massa ao montar sua exsicata, por meio de uma divertida dinâmica de identificação do material botânico e desidratação do material. A atividade acontece ao pé da árvore Tamboril.

19/05 – quinta-feira
Horário: 10h30 às 12h30

21/05 – sábado
– Horário: 10h30 às 16h30

Ação Convite – Máquinas de registro
O visitante poderá ser surpreendido no espaço do Inhotim por uma exibição itinerante de vídeos curtos.

Visitas

Visita Panorâmica
Visita conduzida por um arte educador e um educador ambiental que tem como objetivo conversar com o visitante sobre o espaço do Inhotim por meio dos dois acervos.

17/05 a 22/05 – terça a domingo
Horários -11h e 14h
Partida: Recepção

Visita Temática artística
Visita conduzida por arte educadores à luz do tema Registros na Arte Contemporânea.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo
Horário: 15h
Partida: Recepção

Visita Temática Ambiental – Memórias de um jardim
Visita conduzida por educadores ambientais à luz do tema “Memórias do Jardim”. Os participantes são convidados para uma conversa recheada de lembranças compartilhadas, experiências de vida, fotografias e reflexões trazidas a partir da experimentação do jardim.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo
Horário – 10h30 saindo da Recepção e 14h30 saindo do Tamboril

Memória e Imagem: história em fragmentos
Esta ação é um convite aos moradores de Brumadinho, visitantes e funcionários para que participem da constituição do acervo do Centro de Memória por meio dos empréstimos de fotografias antigas do município e região. A ação será realizada na Praça da Rodoviária em Brumadinho e na Galeria Praça no Inhotim simultaneamente. Com o objetivo de mediar o processo e oportunizar reflexão, a ação será aliada à metodologia conceitual e mobiliário da Estação de Trabalho.

17/05 a 20/05
Horário: 10h às 16h
Local: Praça da Rodoviária em Brumadinho e no Inhotim simultâneamente

Encerramento
Apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

22/05
Horário: 15h
Local: ao pé da árvore Tamboril

Informações
http://www.inhotim.org.br
info@inhotim.org.br

Fonte: Maxpress

Memória é tema da Semana de Museus no Inhotim
Programação especial pretende atrair público de todas as idades
Entre os dias 17 e 22 de maio o Instituto Inhotim vai oferecer uma programação diferenciada em comemoração à 9ª Semana Nacional de Museus. Este ano, o tema do evento será Museu e Memória. Em Brumadinho, as atividades acontecem no Instituto Inhotim, e também na Praça da Rodoviária, no centro da cidade. As ações foram preparadas pelas equipes de Arte e Educação, Educação Ambiental e Inclusão e Cidadania.Entre as atividades previstas para acontecer destacam-se o Ciclo de Debates no Teatro Inhotim, a exibição de vídeos com depoimentos de moradores da cidade e a exposição de espécies relevantes do acervo botânico, que reunidas revelam a evolução e riqueza botânica da coleção. Além destas ações, o público poderá participar de oficinas, visitas Temática Ambiental, Panorâmica e Temática Artística. No dia 22, haverá apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

A Semana Nacional de Museus foi criada em 2003 e, desde então, já conta com mais de nove mil eventos em todo o país. O evento tem se tornado um efetivo instrumento de divulgação dos museus ao convidar todos os brasileiros a refletir, discutir e compartilhar experiências sobre temas da contemporaneidade.

No teatro Inhotim e área do Café serão discutidas as ações desenvolvidas pelas áreas de Arte e Educação, Inclusão e Cidadania e Educação Ambiental, com base nos temas Museu e Memória, Sociedade e Memória, Arte e Memória e Ambiente e Memória. As inscrições para o Ciclo de Debates podem ser feitas pelo telefone (31) 3223.8224. O valor da entrada no Inhotim custa R$20,00 e todas as atividades da programação serão gratuitas. Aqueles que se inscreverem para o Ciclo de Debates será garantida entrada gratuita.

Confira abaixo a programação da Semana dos Museus no Inhotim:
Ciclo de debates no Teatro Inhotim e área do café, às 14h:

17/05, terça-feira
Tema: Museu e Memória

18/05, quarta-feira
Tema: Sociedade e Memória

19/05, sexta-feira
Tema: Ambiente e Memória

Palestra: “Herbários no Brasil e no mundo: documentando nossa diversidade vegetal”, proferida pelo Dr. Pedro Viana, curador residente do Jardim Botânico Inhotim.

20/05, quinta-feira
Tema: Arte e Memória
Memória em Cena

Em três espaços expositivos no Tamboril, o público será convidado aà reflexão, debate e à construção da memória em um ambiente rico em documentos, imagens, vídeos, textos e objetos que revelam parte da memória do Inhotim e da comunidade de Brumadinho, bem como sua construção e evolução.

Ambiente 1: Fragmentos de Memórias – Inclusão e Cidadania
Na sala Macaúbas haverá exibição de vídeos com relatos de memória dos moradores de Brumadinho.

Ambiente 2: Memórias de um acervo botânico – Educação Ambiental
O público irá conferir a exposição de exsicatas (plantas desidratadas, prensadas em cartolina e organizadas e guardadas em um herbário), fotos do jardim ilustrando a construção e manutenção paisagística do Inhotim, exposição de espécies botânicas do acervo do Jardim Botânico Inhotim e projeção de vídeos sobre a confecção de exsicatas, programas socioambientais do Núcleo de Educação Ambiental Inhotim e herbários do Brasil e do mundo.

Ambiente 3: Arte e Educação: Alimento e Memória
Na sala Tamboril, será montada uma mesa de banquete onde estarão em exposição no lugar dos utensílios, todos os produtos produzidos pela equipe de Arte e Educação ao longo dos anos.
Oficinas de exsicatas
Promovida pela equipe de Educação Ambiental a oficina vai permitir que o participante conheça um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido nos herbários e a importância científica e pedagógica desses espaços. O grupo também colocará a mão na massa ao montar sua exsicata, por meio de uma divertida dinâmica de identificação do material botânico e desidratação do material. A atividade acontece ao pé da árvore Tamboril.

19/05 – quinta-feira
Horário: 10h30 às 12h30

21/05 – sábado
– Horário: 10h30 às 16h30

Ação Convite – Máquinas de registro
O visitante poderá ser surpreendido no espaço do Inhotim por uma exibição itinerante de vídeos curtos.
Visitas

Visita Panorâmica
Visita conduzida por um arte educador e um educador ambiental que tem como objetivo conversar com o visitante sobre o espaço do Inhotim por meio dos dois acervos.

17/05 a 22/05 – terça a domingo
Horários -11h e 14h
Partida: Recepção
Visita Temática artística
Visita conduzida por arte educadores à luz do tema Registros na Arte Contemporânea.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo
Horário: 15h
Partida: Recepção
Visita Temática Ambiental – Memórias de um jardim
Visita conduzida por educadores ambientais à luz do tema “Memórias do Jardim”. Os participantes são convidados para uma conversa recheada de lembranças compartilhadas, experiências de vida, fotografias e reflexões trazidas a partir da experimentação do jardim.

21/05 e 22/05 – sábado e domingo
Horário – 10h30 saindo da Recepção e 14h30 saindo do Tamboril
Memória e Imagem: história em fragmentos
Esta ação é um convite aos moradores de Brumadinho, visitantes e funcionários para que participem da constituição do acervo do Centro de Memória por meio dos empréstimos de fotografias antigas do município e região. A ação será realizada na Praça da Rodoviária em Brumadinho e na Galeria Praça no Inhotim simultaneamente. Com o objetivo de mediar o processo e oportunizar reflexão, a ação será aliada à metodologia conceitual e mobiliário da Estação de Trabalho.

17/05 a 20/05
Horário: 10h às 16h
Local: Praça da Rodoviária em Brumadinho e no Inhotim simultâneamente
Encerramento
Apresentação de banda tradicional do município de Brumadinho seguida de bate-papo com os integrantes e a platéia.

22/05
Horário: 15h
Local: ao pé da árvore Tamboril

Informações
http://www.inhotim.org.br
info@inhotim.org.br

Mercado em alta em mais uma SP-Arte

por Camila Molina

A SP-Arte 2011 – Feira Internacional de Arte de São Paulo, que é inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público, vai ocupando cada vez mais o prédio da Bienal. Em sua 7.ª edição, o evento, que tem 89 galerias participantes (delas, 14 estrangeiras), se estende pelo térreo, primeiro piso e até pelo segundo andar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo no Ibirapuera, apresentando mais de 2.500 obras de arte moderna e contemporânea. “Mas não tenho interesse em transformar a feira em feirão”, diz a advogada e colecionadora Fernanda Feitosa, diretora e criadora do evento, que ocorre desde 2005 no mesmo local. “Chegar, num futuro, a até 120 galerias é um número humano”, completa.

Não é novidade que o mercado de arte brasileiro continua indo bem. No ano passado, a SP-Arte teve aumento de 15% de vendas em relação à edição anterior – foram cerca de R$ 32 milhões de comércio direto de obras artísticas. “E pode ser que tenha acréscimo este ano”, diz a diretora da SP-Arte.

Para se ter uma ideia ainda dos bons ventos do mercado, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) apresentou alguns dados interessantes, como o de que se movimentou, em 2009, US$ 14,93 milhões (recorde) de vendas de obras brasileiras no exterior e, em 2010, US$ 10 milhões. Os principais destinos das criações nacionais foram EUA, Suíça, Reino Unido, Espanha, México, Emirados Árabes e Suécia.

A feira paulistana integra, assim, esse circuito. Mas Fernanda não vê, ainda, impacto no evento do anúncio de que em setembro será realizada a Art Rio, feira de arte carioca no Pier Mauá – que, na verdade, vem adiando sua concretização há um tempo. “É uma iniciativa interessante porque surgiu da SP-Arte.”

Escala residencial. “A maior saída da feira e de obras da chamada escala residencial”, diz Fernanda Feitosa. São raros os casos de vendas, em todas as edições da feira, de peças milionárias, apesar de sempre se ver no evento estandes de galerias que trabalham com artistas modernos. O grande escopo comercializado se refere a fotografias, pinturas e objetos e é uma boa iniciativa da SP-Arte dedicar o espaço do mezanino do prédio para galerias menores ou jovens como Emma Thomas e Amarelonegro.

Mas, de alguma maneira, a diretora da SP-Arte criou, este ano, um espaço para instalações e obras de maiores dimensões no segundo piso da Bienal para o que ela considera ser um chamativo “para compras institucionais”. São 22 obras na área, de artistas como Regina Silveira – que recriou sua famosa intervenção feita na 24.ª Bienal de São Paulo, em 1998 -, Luiz Zerbini, Iole de Freitas e Marepe. Entretanto, o espaço das instalações parece não ter sintonia com a feira. No segundo piso, ainda, há sala para exibição de vídeos selecionados pela crítica Paula Alzugaray.

O crescimento do tamanho da SP-Arte 2011 inclui uma maior participação de galerias estrangeiras, algumas, pela primeira vez, como La Fabrica, de Madri, dedicada à fotografia, Filomena Soares, de Lisboa, e Hasted Kraeutler, de Nova York. “O crescimento internacional pode ser em qualquer direção”, diz Fernanda, mas ressaltando que a feira deveria “ter uma participação mais latina”. Interessante também a entrada de galerias de Ribeirão Preto (a Marcelo Guarnieri, com peças de Yamamoto Masao e Richard Serra) e de Brasília (Referência). Orçada em mais de R$ 2 milhões – Lei Rouanet e recursos próprios -, a SP-Arte ainda oferece, entre amanhã e sábado, programação gratuita de mesas-redondas no auditório do MAM e abrigará lançamentos de livros e publicações.

SP-ARTE

Pavilhão da Bienal. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Parque do Ibirapuera. 5ª e 6ª, das 14 h às 22 h; sáb. e dom., das 12 h às 20 h. R$ 30. Até 15/5. Hoje, abertura, das 18 h às 22 h.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Músicas inéditas do Pink Floyd serão lançadas em setembro

por Olesya Dmitracova, de Londres para Reuters

A gravadora EMI vai lançar a partir de setembro canções do Pink Floyd nunca antes ouvidas, anunciou nesta terça-feira (10) a gravadora da banda de rock inglesa.

As faixas serão tiradas dos arquivos e integrarão uma programação de lançamentos que se estenderá por vários meses e incluirá conjuntos de CDs para colecionadores e gravações de estúdio remasterizadas.

“Trabalhamos juntos por mais de um ano sobre esse programa, que incorpora todos os elementos que fizeram do Pink Floyd uma das forças mais inspiradoras da música moderna”, disse em comunicado à imprensa Roger Faxon, executivo-chefe da EMI.

O anúncio foi feito quatro meses depois de a banda e a gravadora, que têm uma parceria de longa data, terem anunciado um novo contrato válido por cinco anos e o encerramento de sua disputa judicial.

O Pink Floyd, que assinou contrato com a EMI há mais de 40 anos, é famoso principalmente por seus álbuns influentes e aclamados “The Dark Side of the Moon”, “Wish You Were Here” e “The Wall”.

De acordo com a EMI, a banda já vendeu mais de 200 milhões de álbuns em todo o mundo. Apenas nos Estados Unidos, “The Dark Side of the Moon”, de 1973, vendeu 45 milhões de álbuns, o terceiro maior álbum da história do país em matéria de vendas.

No ano passado o Pink Floyd e a EMI se envolveram em uma batalha na Justiça sobre o direito da gravadora de “decompor” seus álbuns e vender faixas individuais online.

Fonte: UOL Música

Debate com Ana de Hollanda tem de bate-boca a declamação de poema

Confusão, bate-boca, declamação de versos poéticos e gritos de “Aleluia, Aleluia” deram o tom do encontro da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, com representantes da área cultural, em São Paulo.

O Ministério da Cultura (MinC) vive clima tenso. Atacada por retirar o selo Creative Commons do site da pasta, por manter uma suposta proximidade com o Escritório Central de Arrecadação de Distribuição (Ecad) – pilar da polêmica dos direitos autorais na música –, e, no último final de semana, acusada de receber diárias oficiais do governo enquanto mantinha agenda informal, Ana de Hollanda trabalha sob fogo cruzado. Na tarde desta terça (dia 10), na Assembleia Legislativa de SP, diante de uma plateia numerosa e agitada, a ministra se defendeu dizendo-se vítima de uma “campanha para desinformar”.

“Há muito boato, muita fofoca e informações completamente equivocadas. Estão querendo criar fatos que não correspondem à realidade”, afirmou, amparada pela deputada estadual Telma de Souza (PT-SP), que chegou a dizer que se trata de um “ataque da imprensa ao governo”. “Estou fazendo um trabalho integrado ao governo, à sociedade e ao mundo dos criadores da cultura”, acrescentou a ministra.

Não foi muito o que se viu num dos auditórios da Assembleia, lotado, com gente sentada pelos corredores e em pé ao lado das poltronas. Se no início a sensação era de ordem e cortesia, aos poucos a morosidade do protocolo e a fila enorme para falar ao microfone se transformaram em impaciência. Enquanto um representante do setor teatral solicitava repasses atrasados dos Pontos de Cultura, outro tomava o microfone para dizer que a “poesia é sempre mulher” e enfileirar outros versos.

O diretor Zé Celso Martinez Corrêa, como de costume, aproveitou a deixa para fazer campanha da criação de um complexo cultural junto ao Teatro Oficina. No fundo da sala, um senhor começou a cantar “Glória, Glória, Aleluia”. Policiais intervieram e o público puxou o coro de “fica”. Por muito pouco a reunião não virou um programa de auditório.

As críticas, no entanto, foram mais contundentes do que as excentricidades, por mais que a bancada do PT, responsável por convocar o encontro, tentasse amainar a situação. As principais cobranças diziam respeito a repasses atrasados do ministério. A cineasta Tata Amaral (“Antônia”, “Um Céu de Estrelas”) pediu os recursos prometidos no último edital de longas-metragens de baixo orçamento. “A produção independente depende desses contratos, que precisam ser honrados”, disse. Também foi exigida a liberação de editais da Funarte para realização de projetos de dança, teatro, circo, artes visuais e outras áreas, publicados anualmente e que até agora não vieram a público.

Ana de Hollanda afirmou que o orçamento do ministério para 2011 está praticamente todo vinculado a dívidas atrasadas, o que compromete a liberação de novos projetos. “O orçamento não só teve cortes, como herdamos projetos e programas do ano passado, os restos a pagar.” Como solução, a ministra disse que vem cobrando de deputados e senadores agilidade na votação da PEC 150, que estabelece porcentagens fixas dos orçamentos das três esferas (federal, estadual e municipal) para a cultura. “O que está atrasado vai ser resolvido logo. Estamos recebendo e pagando por etapas. Temos que ter fôlego, mas vamos honrar todos os compromissos.”

O assunto que provocou maior reação da plateia, porém, foi o debate da nova lei de direitos autorais. Depois de afastar o antigo Diretor de Propriedade Intelectual do MinC, Marcos Souza, principal articulador do anteprojeto que seria entregue à Casa Civil, a ministra voltou a colocar o texto em consulta pública até o final de maio. Segundo ela, representantes de muitos setores – como fotografia, literatura e design – haviam dito não ter participado do processo. Ao afirmar que as novas contribuições ao projeto seriam colocadas no site do ministério de forma anônima, sem autoria, foi muito contestada pelo público presente, mas encerrou a conversa de forma seca: “Não vou ficar num bate-boca”.

Quanto à reivindicação de um maior controle do Ecad, órgão privado responsável por arrecadar e repassar royalities aos compositores de música no país, a ministra declarou que a fiscalização será feita dentro da legalidade, sem interferência direta do governo. “Nós nos preocupamos muito com o autor, não podemos deixar que ele seja prejudicado. O interesse de todos é de que o Ecad funcione direito. Ele [o Ecad] vai ter supervisão até onde a lei permite. Uma intervenção seria demais.”

Ana de Hollanda, que afastou pela manhã a possibilidade de deixar o cargo, foi embora sem falar com a imprensa, o que causou confusão entre repórteres e a segurança da assembléia. Deixou para trás uma multidão com pedidos e documentos nas mãos, prova de que, se a Cultura vivia à margem em gestões passadas, no governo Dilma virou pauta de primeira ordem.

Fonte: Último Segundo

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