70 anos de Cidadão Kane

por Mario Pereira

O ano de 1941 foi um daqueles que marcaram uma inflexão no curso da História e projetaram mudanças importantes. Em junho, Hitler lançou seus exércitos sobre a União Soviética; em dezembro, o Japão, sem declaração de guerra, atacou a base naval norte-americana de Pearl Harbor, nas ilhas havaianas.

Dois atos que tiveram respostas definitivas. Quatro anos mais tarde, o nazismo e o militarismo japonês foram varridos para o lixo da história. Inaugurava-se a Era Nuclear, com o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, e começava a Guerra Fria.

Foi em 1941, naquele mundo em convulsão, que “nasceu” um cidadão chamado Kane. Ele hoje se integra a um ilustre elenco de “setentões”, que inclui, entre muitos outros nomes conhecidos, aqui e acolá, Roberto Carlos, Ney Mattogrosso, e Bob Dylan, o insuperável poeta de Blowing in the Wind.

Pois é. O Cidadão Kane, de Orson Welles (1915-1985), considerado pelo American Film Institute o melhor filme já produzido, e citado em todas as listas dos melhores filmes de todos os tempos, está completando 70 anos.

O registro se impõe. Kane inovou, profundamente, a produção cinematográfica, abrindo-lhe novas possibilidades. Welles, que já era famoso pela revolucionária transmissão radiofônica que fizera de A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, tinha apenas 26 anos na época.

Ele produziu efeitos até então inéditos na linguagem cinematográfica, como os de profundidade de campo, “esplendidamente postos em prática pela fotografia de Gregg Toland”, como destaca Georges Sadoul, no seu Dicionário de Filmes (L&PM, 1993), refinou a técnica do flashback, do travelling ascendente, utilizou contraplanos, imagens em claro-escuro etc. Levou à telona cenas antológicas, como as dos comícios eleitorais do personagem sob gigantescos retratos dele mesmo e as dos passeios das câmeras pelas salas monumentais e desertas de Xanadu.

Pauline Kael (1919-2001), que brilhou na crítica de cinema por décadas a fio a partir da revista The New Yorker, e pontificou em outras publicações de ponta, escreveu que Cidadão Kane não foi apenas inovador, “mas é talvez o único filme que sempre pareceu tão novo quanto no dia em que estreou”. François Truffaut, um dos papas da nouvelle vague e do “cinema de autor”, afirmava que Kane foi o filme que iniciou o maior número de cineastas em suas carreiras. Ele mesmo, o realizador de Jules e Jim e de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que tinha nove anos quando o filme estreou, foi um deles.

Em Criando Kane e Outros Ensaios (Editora Record, 2000), Pauline Kael registra que, como a maioria dos filmes chamados de obras primas, Cidadão Kane conquistou mais o público com o passar dos anos do que na época do seu lançamento. E acrescenta: “Contudo, ao contrário de outros, foi concebido e interpretado como diversão de estilo popular (ao contrário, digamos, de A Regra do Jogo e Rashomon, nos quais não pensamos em termos de agradar a multidão)”. Relembrando: A Regra do Jogo (Jean Renoir, 1939) e Rashomon (Akira Kurosawa, 1950). Kael atribui ao roteiro original de Hermann Mankiewicz (1897-1953) o principal motivo do sucesso do filme e não à direção de Orson Welles, que ficou furioso ao saber disso.

Fonte: Diário Catarinense

Curso: Lei de Incentivo ao Esporte

Viabilização de projetos para Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil
23 Maio 2011 – 26 Maio 2011
Das 19h30 às 22h30
12 horas

O curso apresentará uma visão objetiva e completa de todos os aspectos relacionados à utilização da Lei de Incentivo ao Esporte, buscando com isso capacitar os agentes do setor para o salto – qualitativo e quantitativo – que será dado nos próximos anos.

Sendo um mecanismo com grande potencial para alavancar parte dos investimentos necessários para o desenvolvimento do esporte brasileiro, a Lei de Incentivo ao Esporte tende a crescer muito em utilização e tornar-se uma ferramenta presente no cotidiano de qualquer agremiação esportiva, atletas e demais profissionais relacionados ao esporte.

Desde 2006, o Governo Federal passou a estimular investimentos privados no setor esportivo por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, concedendo 100% de benefÍcio fiscal às empresas que apóiam projetos previamente aprovados pelo Ministério do Esporte.

A partir de 2010, o Brasil se torna oficialmente o centro mundial dos esportes, com a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpiadas em 2016, no Rio de Janeiro, o que certamente contribuirá para o aumento significativo das iniciativas no campo esportivo e para a valorização deste setor nos cenários nacional e internacional.

Coordenação:

Melissa de Mendonça Moreira

Bacharel em direito pela Universidade Paulista – UNIP; advogada militante na área do entretenimento e direito público; sócia de Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, responsável pela área de incentivos fiscais; palestrante e conferencista em eventos e autora de artigos publicados em diversos veículos; professora do curso de Direito do Entretenimento, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ e “Audiovisual Business” do Instituto Europeu di Design.

Programa:

23 de maio de 2011

AULA 1| Apresentação geral do mecanismo (Lei do Esporte). Indicadores. Funcionamento tributário do mecanismo. Princípios gerais da lei e sua regulamentação. Histórico. Fábio de Sá Cesnik

24 de maio de 2011

AULA 2| Formatação de projeto. O funcionamento da lei. Limitações. Vedações. Aspectos controversos do mecanismo de incentivo. José Mauricio Fittipaldi

25 de maio de 2011

AULA 3| O sistema eletrônico de apresentação de projetos. Oficina prática. Heloisa Mafalda Melo

26 de maio de 2011

AULA 4| Gestão e prestação de contas de projetos pela Lei do Esporte. Melissa Mendonça Moreira

Professores:
José Mauricio Fittipaldi
Fábio de Sá Cesnik
Heloísa Mafalda Melo
Melissa de Mendonça Moreira
Local:

CEMEC – Centro de Estudos de Mídia Entretenimento e Cultura.

Rua Professor Frontino Guimarães 302, Vila Mariana – São Paulo / SP.

Metrô – estação Vila Mariana – Linha 1 Azul.

Inscrição:

R$ 660,00 (seicentos e sessenta reais)

*Desconto de 10% para pagamentos à vista até o dia 16 de maio.
*Alunos participantes de outros cursos do CEMEC tem desconto automático de 15% em qualquer forma de pagamento.

Formas de pagamento:

  • À vista no boleto ou depósito em conta.
  • Parcelado em até duas vezes no boleto.
Mais Informações:  +55 (11) 2389-5708
Fonte: Cemec

Junte os amigos e traga ao Brasil o seu artista preferido

por Marcelo Moreira

Você quer ver o seu artista preferido? Então junte um monte de amigos, venda ingressos antecipados e traga-o. De forma bem simplista, é assim que alguns fanáticos por música têm conseguido ver seus ídolos no Brasil, por meio de uma organização chamada Queremos, que teve origem no Rio de Janeiro.

Em sua maioria são fãs de música e de bandas alternativas que importaram o conceito e a prática do  resolveram pratica do crowdfunding, uma espécie de “vaquinha profissional”: os caras se juntam, entram em contato com os artistas, levantam os custos de uma apresentação ou turnê pelo Brasil e vão atrás do dinheiro, que é obtido, na maioria das vezes, com a venda antecipada de ingressos.

A ideia deu certo no ano passado, com algumas apresentações bem-sucedidas de bandas internacionais pouco conhecidas e a partir dai nasceu o site Queremos.com.

Um dos líderes da turma é o jornalista Bruno Natal. “A repercussão com o artista é extremamente positiva. Um dos artistas que trouxemos postou uma foto no seu twitter e escreveu: ‘o melhor show que eu já fiz’. Isso faz toda a diferença, pois o artista sabe que está tocando para fã, e não para uma marca que trouxe ele aqui pro País”, disse ao site B2B Magazine, da Padrão Editorial.

Ainda de acordo com ele na mesma entrevista, “o formato do projeto é meio a meio, ou seja, metade dos custos é bancado pelos fãs, através do site, e a outra metade por empresas que se identificam e apoiam a iniciativa. O grande benefício desse formato é, primeiramente, garantir que esse show vai acontecer, especialmente no Rio de Janeiro. O critério de seleção procura bandas que estão a caminho do Brasil mas não para o Rio.”

Depois que o número de ingressos reembolsáveis é concluído, os organizadores começam a venda de ingressos normais. O estorno do cartão de crédito desses ‘corealizadores’ é feito no dia seguinte após o show.

Entre os artistas que já foram angariados pelo Queremos estiveram Miike Snow, Belle and Sebastian, Vampire Weekend, Mayer Hawthorne, Miami Horror e LDC Soundsystem.

Há que diga que, por funcionar quase como uma rede social online – ou por se utilizar de forma bastante inteligente delas –, o Queremos caminha para se tornar um verdadeiro Orkut da música alternativa, funcionando tanto como uma ferramenta de financiamento como de divulgação.

No site – www.queremos.com.br – há o conteúdo sobre todos os artistas que participam do projeto, inclusive com depoimentos exclusivos.

Tomara que a ideia pegue de forma rápida no Brasil, e não só para artistas internacionais. Quem sabe os músicos de heavy metal, que ultimamente andam reclamando bastante da falta de espaço, de locais para tocar e de público, não se animem com isso e façam parcerias com seus próprios fãs para viabilizar seus shows.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Artistas de Recife deslocam eixo criativo para o Nordeste

por Silvas Martí, enviado especial a Recife

Solares e selvagens. Essas são as palavras que uma nova leva de artistas de Recife mais usam para definir a natureza do que fazem e suas vidas na cidade que vem roubando os holofotes do saturado eixo Rio-São Paulo.

Talvez porque mesmo na época das chuvas fortes, o calor não dá um minuto de trégua. “Isso dilata, não deprime os corpos”, diz o artista Aslan Cabral à Folha. “A gente tem certa selvageria.”

Ele é um dos nomes mais novos a engrossar uma leva de artistas de pegada um tanto visceral que despontou em Recife. Antes dele, Rodrigo Braga, hoje no Rio, já fazia performances sugerindo uma comunhão viril com aspectos da flora e fauna locais.

Quer dizer, já costurou partes de um cachorro à própria cara, afundou em pântanos lamacentos com bodes e se cobriu de plantas e terra.

Nesse time, estão também artistas de fora que construíram seus trabalhos na capital pernambucana, como o alagoano Jonathas de Andrade, revelação que esteve na Bienal de São Paulo e foi um dos vencedores do último prêmio Marcantonio Vilaça, o gaúcho Cristiano Lenhardt e a artista paulista Violeta Cenzi.

Kilian Glasner, artista de Recife, não sente falta do movimento das metrópoles e diz que é possível montar o ateliê à beira da praia. Mas já viu que céu e mar, jangadas ao vento e outras paragens tropicais também estão ameaçados pela forte especulação imobiliária e o boom econômico que atinge a região.

“Isso que acontece aqui agora aconteceu em São Paulo há 30 anos”, diz Glasner. “A gente vive um momento de grande transformação.”

É um ponto contraditório na evolução da cidade, já que Recife virou ao mesmo tempo um centro regional, que atrai artistas de fora, e gira em torno do mercado concentrado no Sudeste. “É receber pessoas do entorno e orbitar centros maiores”, diz o artista Jeims Duarte. “Essa ambivalência nos domina.”

Domina e acelera ao mesmo tempo. Lenhardt, por exemplo, diz que é por causa do mercado de arte emergente na cidade que artistas ali têm mais liberdade, sem sofrer a pressão das grandes e mais poderosas galerias.

Bruno Vilela, Cristiano Lenhardt, Jeims Duarte, Aslan Cabral, Ricardo Brasileiro, Kilian Glasner e Violeta Cenzi

BRASILIDADE

Essa mesma pujança está agora em Recife numa grande mostra do Santander Cultural. Arrebanhadas por seus rastros de brasilidade, estão lá obras dos artistas mais caros no mercado de arte atual.

Adriana Varejão, Cildo Meireles, Beatriz Milhazes e Ernesto Neto são algumas grifes de um elenco estelar. Juntos, são artistas que desembarcam ali com o aval dos leilões e a fúria das feiras.

No vernissage, estavam todos esses jovens artistas recifenses, esperando a hora de entrar para a constelação.

O jornalista Silas Marti viajou a convite do Santander Cultural.

VESTÍGIOS DE BRASILIDADE
QUANDO de ter. a dom., das 13h às 20h; até 31/7
ONDE Santander Cultural (av. Rio Branco, 23, Recife, tel. 0/xx/81/ 3224-1110)
QUANTO grátis

Fonte: Folha de S. Paulo

Access Industries adquire Warner Music por US$ 3,3 bi

YINKA ADEGOKE E MEGAN DAVIES – REUTERS

A Access Industries, do bilionário Len Blavatnik, venceu o leilão para assumir o controle da Warner Music por 3,3 bilhões de dólares, preparando o cenário para uma possível oferta pela empresa rival EMI.

O acordo dá um valor combinado dos ativos e títulos de dívida da empresa de 8,25 dólares por ação, afirmaram as companhias na sexta-feira. A aquisição deve ser concluída no terceiro trimestre.

Blavatnik, mais conhecido por seus investimentos no setor de recursos naturais e na indústria química, concordou em pagar um prêmio de 63 por cento pela Warner quando divulgou-se a notícia de que a diretoria da empresa havia encarregado conselheiros de sondar suas opções estratégicas, incluindo uma possível venda.

Blavatnik, sócio de longa data do presidente-executivo da Warner Music, Edgar Bronfman Jr, e de seu pai, deve manter os funcionários da administração da Warner Music e pedir à equipe um direcionamento para a aquisição da EMI.

Atualmente, a EMI é do Citigroup, que tomou controle da empresa após sua controladora anterior, a Terra Firma , negligenciar seus empréstimos. Caso Blavatnik consiga fazer uma oferta bem sucedida pela EMI, ele pode ser recompensado por poupar custos de centenas de milhões de dólares ao combinar as companhias.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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