Após despejo, IAC vai levar acervo para prédio da PUC

por Silas Martí

Despejado do prédio da USP que ocupa desde 2007, o Instituto de Arte Contemporânea fechou um contrato com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e já está de mudança para um imóvel do novo parceiro.
É um desfecho da crise na instituição desde que o reitor da USP, João Grandino Rodas, despejou o IAC de sua sede no prédio Joaquim Nabuco, na rua Maria Antonia, em novembro passado.
Desde então, o IAC buscava um novo endereço para abrigar seu acervo de 17 mil documentos históricos sobre artistas como Sergio Camargo, Amilcar de Castro, Willys de Castro e Mira Schendel.
Uma tentativa de transferir o museu para um casarão da Secretaria de Estado da Cultura na avenida Higienópolis não foi adiante por questões burocráticas e acabou sendo descartada pelo IAC quando a PUC confirmou seu interesse em receber o museu.
“Num primeiro momento, é um contrato de comodato sem maiores cláusulas e definições”, disse o presidente do IAC, Pedro Mastrobuono, à Folha. “Foi para diminuir o atrito judicial com a USP e ter um novo endereço para destravar projetos paralisados.”
Duas ações judiciais da USP contra o IAC ainda tramitam na Justiça. Desde que ficou sem sua sede oficial no centro de São Paulo, o museu teve seus projetos em análise suspensos no Ministério da Cultura e não pode acessar suas contas bancárias.
“Isso gerou um quadro de asfixia financeira, mas com o novo endereço podemos destravar os projetos”, disse Mastrobuono. “A PUC já está disposta a nos abrigar em um depósito provisório, vamos sair imediatamente da USP.”
No novo endereço, o IAC deve estreitar laços com o curso de preservação e restauro da PUC, concretizando um dos planos de Mastrobuono à frente do museu, que era tornar a instituição um centro de formação de profissionais de preservação.
Mastrobuono está tentando firmar convênios agora também com instituições estrangeiras especializadas em restauro, como a Universidade de Amsterdã, o instituto Amolf e o Museu Van Gogh.
Enquanto isso, a USP voltará a ocupar o prédio que foi reformado pelo IAC, um investimento de R$ 5 milhões financiados pela instituição.
Procurada pela reportagem, a USP não quis se manifestar sobre o assunto, mas declarou que pretende usar o edifício Joaquim Nabuco para “atividades de cultura e extensão da universidade”, como exposições do acervo dos museus universitários.
Fonte: Folha de S. Paulo

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